Como
alguém que busca a raiz do sofrimento para combatê-lo,
com a coragem que só mesmo nos é dada pelas coisas que
vêm do coração, eu voltei ao cenário.
Lembrei
da noite que lá atravessamos, revi cada canto, mesa, objeto...
Um dia, já carregados de histórias e memórias,
para lá foram levados. Hoje, juntos, compõem outras
cenas. Invocam minhas memórias de felicidade. Mas... Ao
contrário das peças antigas ali reunidas, concretas
testemunhas de sua época, você era ilusão.
Em
cada cena, você representava. Iluminava meu momento, me fazia
flutuar, conduzia os mais hábeis passos de samba pela pista,
mas era tudo script.
Subindo
e descendo as mesmas escadas, mirando os objetos reunidos, eu fui e
busca de aonde anda meu sentimento, entregue àquele
homem/personagem. Dê a ele o nome que quiser. José,
Francisco, Mateus, Antonio, Roberto. Eu o conhecia pelo seu nome.
Hoje tenho a certeza de que era a criação de um
artista. Envolvente, carinhoso, alegre... Ele era o que eu amava, o
que eu desejava. O meu desejo que, refletido, era representado por
você.
Para
o grande ator que se revelava, para o seu melhor personagem, dediquei
aquela noite que tivemos, de alegria, cumplicidade, carinho e muita
dança! Descontração, sorrisos felizes e o
incrível banho de História da Cultura que saciava meus
olhos: Rio Scenarium, a locação perfeita para um sonho
que atravessa o tempo, não conhece idade e vai além,
até mesmo, da sua representação teatral.
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